Carta aberta às micronações

O Estado dos Territórios Lateranos, representado na pessoa de seu Chefe de Governo, Sua Alteza Sereníssima, César David de Medici, através desta carta aberta, faz saber que, tendo vista:

  • a tensão diplomática desnecessária decorrente da atitude reacionária em resposta à assinatura do Tratado de Persenburgo;
  • os ataques gratuitos, através de notas de repúdio, dos quais as micronações signatárias do Tratado têm sido alvos;
  • as tentativas infrutíferas de fazer-se conhecidos os verdadeiros propósitos e finalidades do Tratado; e
  • a recente categorização deste movimento como “forças ilegítimas [que] tentam imprimir sobre nossa comunidade suas visões preconceituosas, equivocada e divisivas” e como “gente inescrupulosa sedenta de poder e projeção” por parte de micronações simulacionistas e histórico-modelistas,

Resolve:

  1. Não reconhecer a autoridade, influência e interferência destas micronações simulacionistas e histórico-modelistas das quais temos sido alvos, tornando, assim, suas notas de repúdio sem valor diplomático para com esta micronação.
  2. Não irá: participar, ser representado e reconhecer a validade, nem os resultados, da assim chamada II Conferência de Microestados Lusófonos.
  3. Não mais identificar o Estado dos Territórios Lateranos como participante do Micronacionalismo Lusófono, sendo apenas reconhecido como integrante do Setor Brasileiro, do qual são participantes todos os signatários do Tratado de Persenburgo.
  4. Ratificar o parágrafo 4º do artigo 1º do Tratado de Persenburgo, que diz: *as Partes Signatárias comprometem-se a não mais reconhecer micronações que se denominem como simulacionistas ou histórico-modelistas, isto é, que sejam caracterizadas como exercício de fantasia, ficção ou que se limitem à simulação de determinada entidade governamental ou territorial.”
  5. Encerrar, temporariamente, suas manifestações públicas relacionadas a este já exaustivo tema.

Justificamos estas decisões baseados na injustiça e execução pública que as micronações signatárias do Tratado tem sido expostas nos últimos dias. O Tratado nasceu da vontade e desejo criativo de um núcleo de identificação comum entre derivatistas, que jamais teve o objetivo de hierarquizar ou diminuir as outras vertentes do micronacionalismo, tendo em vista de que o próprio Tratado considera como de extrema importância a contribuição do simulacionismo e modelismo para o estabelecimento do micronacionalismo em terras lusófonas. 

Contudo, a atitude reacionária tomada por detratores, profundamente enraizada em um pânico cego de perda de hegemonia, revela apenas o óbvio: que este núcleo é formado, em sua maioria, por egos inflados e fantasiosos, que se consideram guardiões de uma prática minoritária no cenário internacional do micronacionalismo. Não raras vezes, novos micronacionalistas se sentem intimidados e desmotivados, pois estes “guardiões” por vezes ignoram seus pedidos de reconhecimento (segundo eles, essenciais para a existência de uma micronação), ou estabelecem requisitos absurdos baseados em um elitismo aristocrático e excludente. 

Assim, rogamos aos micronacionalistas que almejam a verdadeira liberdade de criação e um cenário micronacionalista menos tóxico e engessado, para que possam enxergar estas ações reacionárias como pérfidas e pífias.

Sem mais para o momento, assinamos.

Residência Principal, 06 de abril de 2020.

Sua Alteza Sereníssima, César David de Medici.

Regente do Estado dos Territórios Lateranos

Príncipe-Protetor de Laterano

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