Estado Laterano se pronuncia sobre o Tratado de Persenburgo

Diante das diversas manifestações micronacionais em relação ao Tratado de Persenburgo, o Príncipe-Protetor e Regente do Estado dos Territórios Lateranos escreveu na noite de hoje (04/04) a resolução Turbatus tempus, onde se posiciona em relação ao referido Tratado. Leia na íntegra:


Turbatus tempus

O período conturbado pelo qual o micronacionalismo passa neste exato momento, em virtude do Tratado de Persenburgo, é fruto de uma confusão e incompreensão dos pontos defendidos pelos seus signatários e da própria finalidade do mesmo. Muito se tem falado sobre uma virtual segregação ou hierarquização do micronacionalismo que o Tratado causa, uma vez que, para seus críticos, os derivatistas estariam fechando as portas para os históricos-modelistas e simulacionistas e tratando-os com desprezo por não compactuarem com suas ideias.

Ora, o que se vê aqui é que estes detratores não entenderam (ou não querem entender) o motivo que levou à assinatura do Tratado. Como uma das micronações idealizadoras e signatárias do referido Tratado, cabe ao Estado dos Territórios Lateranos esta necessidade de explicar ao cenário micronacional sobre as reais motivações e finalidades deste documento.

O Tratado de Persenburgo nasceu do desejo comum de micronacionalistas derivatistas de estreitarem as relações diplomáticas entre si e criarem um ponto de identificação comum, uma vez que o cenário lusófono é majoritariamente histórico-modelista/simulacionista. Diante de um cenário repleto de micronações simulacionistas e histórico-modelistas já consolidadas e influentes, aqueles que optavam por aderir ao derivatismo se sentiam como um material excludente e não se identificavam com o panorama geral. Não raras vezes eram subestimados e precisavam se adequar à conjuntura dominante para obter reconhecimento de suas micronações – reconhecimento este tão necessário para que seus projetos pudessem, de fato, existir.

Diante disso, alguns Chefes de Estado e de Governo idealizaram uma aliança formal, uma associação, onde poderiam desenvolver seus projetos com parceria de outros que lhes fossem similares (isto é, derivatistas). Deste desejo comum e, acima de tudo, voluntário, surgiu o Tratado de Persenburgo. A escolha unânime de “não mais reconhecer micronações que se denominem como simulacionistas ou histórico-modelistas” tem como único objetivo a consolidação desta identidade mútua. Aqueles que afirmam que tal trecho causa rivalidade entre as micronações, devem se ater à sequência do texto, onde afirma-se que “a prática do sistema “Lusofonia [isto é, o panorama simulacionista já existente] deve ser respeitada e aceita“. Em nenhum momento há qualquer discriminação ou menosprezo pelo simulacionismo/histórico-modelismo.

Por fim, alguns críticos apontam que o não-reconhecimento de qualquer micronação que não seja derivatista irá causar danos no micronacionalismo. Uma vez lido o Tratado, porém, nota-se claramente que as relações diplomáticas estabelecidas anteriormente ao Tratado não serão prejudicadas. Além disso, o Protocolo de Goetha (assinado também por todos os signatários do Tratado) revoga a necessidade de reconhecimento diplomático para a existência de uma micronação. Ora, se a presença ou não de reconhecimento diplomático por conta dos signatários do Tratado em nada afeta a legitimidade de outras micronações, este argumento é logicamente infundado.

Ademais, o Estado dos Territórios Lateranos se coloca à total disponibilidade para sanar qualquer dúvida persistente e faz votos de que o conhecimento e compreensão imperem sobre a ignorância.

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